quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Portifólio 5: O Esporte na Rede, na UPTV


Como disse no post anterior, as emissoras via web começaram a se expandir em estrutura e quantidade. No ABC, surgiu, em maio de 2008, a UPTV, "a TV sem fronteiras". O Esporte na Rede, programa  que comandei lá por um ano, estreou a TV.

Eu era responsável pelo roteiro, produção (parte plástica e alguns convidados), linha editorial e ancorava a atração. Uma espécie de editor-chefe. Ao meu lado, Reinaldo Leiva como comentarista e Katia Verri, fazendo a interface com o internauta.

O programa era de debate/análise esportiva, com convidados especiais e um bate-papo bem humorado, com ótimo conteúdo. Existiam quadros fixos como a "Piada do Internauta", o "Torcedor na Rede" e o "Bolão".

Em toda a minha carreira, foi a atração esportiva de maior qualidade que tive em mãos. Os convidados de altíssimo nível, como você vai ver pelas fotos no post seguinte. A análise muito bem feita e o clima informal os deixavam extremamente à vontade no estúdio.

Frequentemente, saíamos depois para jantar. O programa era muito elogiado e muito bem visto pela audiência que tínhamos. Choviam perguntas. Deu tudo muito certo. Com exceção de uma coisa. Patrocinadores.

Essa é a principal dificuldade que ainda existe na internet. Conseguir um patrocínio ou mesmo um apoio que seja para o programa. Sem investimento, a produção começou a ficar falha, pois não tínhamos um produtor específico.

Uma pena. Saí no início de 2009 com dor no coração. Tínhamos um público cativo. Já havíamos alcançado respeito profissional de grandes atletas e um nome razoável. Mas não pude continuar. Recebi a proposta para ser redator na TV+ e aceitei. Acontece. Mercado de trabalho é assim.

Abaixo, você vai poder assistir à sexta edição do programa, com o ex-jogador de futebol, Campeão Interclubes com o São Paulo em 1992, Pintado. Estava como treinador do São Caetano na época e hoje dirige o Santo André. A qualidade da imagem não está boa, já que estávamos no início da TV e os equipamentos ainda estavam sendo testados e ajustados.

Mesmo assim, assista. Vale a pena. Não falaria se não valesse. O programa era semanal e tinha uma hora de duração. Para nós, passava como se fosse um minuto. Está dividido em 8 partes. Merece estar aqui inteiro. Só assim você vai entender qual era o clima da atração e da camaradagem que havia entre nós. Obrigado pelo carinho de sempre. Um forte abraço.

PARTE 1



PARTE 2



PARTE 3



PARTE 4



PARTE 5



PARTE 6



PARTE 7



PARTE 8


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Web TV - a expansão das novas mídias e a televisão na internet



O jornalista não pode parar no tempo. É uma profissão que exige constante atualização, estudo e abertura às novas tecnologias e aos novos meios de comunicação. Atualmente, aquele que mais vem se expandindo é a web TV, ou TV pela internet, como queiram.

São milhares de emissoras e pouca qualidade. Infelizmente. Ainda se discute qual a linguagem mais adequada para uma web TV, já que ela não é uma emissora de TV convencional. De qualquer forma, não deixa de ser televisão e de lidar com a imagem. Por isso, deveria ter um cuidado especial com pautas, reportagens e os programas exibidos, tanto na parte estética quanto de conteúdo.

Vejo isso de forma muito simples. Muitas emissoras web querem parecer uma TV convencional. Repetem o modelo já existente em canais abertos e fechados. Quem faz isso, age de forma errada. São pessoas frustradas que gostariam de estar em grandes emissoras e nunca conseguiram. Portanto, tentam fazer ali o que gostariam de realizar em uma TV comum.

Acredito que não é por aí. Penso que o grande pilar da audiência em TV web seja a interatividade. Muita gente produz os mais diversos programas e se esquece da razão fundamental de sua existência: o público.

Quem assiste a uma programação de web TV espera, no mínimo, que sua participação seja maior do que numa emissora comum (geralmente, bastante restrita). Isso significa desde ler os e-mails que o "telenauta" manda (em grande escala), permitir que ele envie fotos e vídeos, até colocá-lo no ar, como participante efetivo do programa, por uma web cam. Sem a interatividade, a razão de ser da web TV não existe.

Digo isso porque já trabalhei em uma web TV e constatei na prática como funciona. Quem navega e assiste quer se sentir participante da atração. Quer ter a possibilidade de ser quase um co-apresentador. O telenauta não quer apenas receber a informação de modo passivo. Quer, sim, agir, fazer, aparecer.

Nossa sociedade é chamada de sociedade da informação. Está mais fácil aparecer na mídia, virar celebridade. Claro, muitos conseguem isso por um lado meio éxótico, estranho ou por fenômenos sociais. Casos em que basta colocar um vídeo no Youtube (como a Stephany, do Cross Fox ou a Geisy Arruda) e zapt! Fama!

Bem, expliquei tudo isso para, no próximo post, começar a colocar meu portifólio em web TV. Essa introdução era necessária. A diferença entre uma web TV e uma emissora convencional é que é muito mais barato fazer pela internet. O custo benefício com profissionais, equipamentos e estrutura é infinitamente menor. Ele pode até ser baixo. A qualidade não! Forte abraço.

Portifólio 4: A escrita na TV

Redação em TV

Depois de ter passado pela TV+ como repórter eleitoral, convidaram-me para ser redator no núcleo artístico da emissora, em 2009. O nível de trabalho era gigantesco, o que, confesso, atrapalhava a criatividade na hora de fazer os textos das cabeças das pautas (cabeça, em TV,é quando o apresentador chama um vídeo ou uma reportagem; uma espécie de introdução).

Nosso núcleo, comandado pelo jornalista Gustavo Baena, produzia cinco programas. Detalhe: éramos apenas cinco profissionais para fazer tudo isso. Mas também tem seu lado bom. Apesar de ligar o "piloto automático" e acabar fazendo as coisas por osmose, você passa a ter agilidade, concentração, tomada rápida de decisões (pois quase todos os programas eram ao vivo).

Redigi programas de variedades, saúde e culinária. Neste último, experimentava todas as receitas assim que o programa saía do ar! Era bem corrido! Mas a TV+ tinha um item que sempre me deixou muito satisfeito em fazer parte da casa. Fundamental para qualquer empresa, eu diria. Foi o melhor ambiente de trabalho que encontrei até hoje, em mais de cinco anos de carreira.

Nossa redação era movida à descontração. Música, piadas, um pouco de bagunça deixavam o ar que respirávamos, com certeza, muito mais leve. Também éramos muito unidos, coisa rara de se encontrar na maioria das empresas. Quase sempre, acontece o contrário. Ambientes sisudos e nos quais alguém sempre quer tirar aquele "pedaço de pano feito para pisar" debaixo dos seus pés (traduzindo: puxar seu tapete).

E engana-se o patrão que pensa que um ambiente alegre é pouco produtivo. Ríamos, fazíamos piada, mas trabalhávamos muito. Estávamos no núcleo da casa que tinha o maior número de programas para fazer com a menor quantidade de profissionais. Seriedade e diversão. Nosso lema. Minha passagem lá foi muito feliz. Abaixo coloco algumas fotos da turma para rememorar aquele tempo.

Estão presentes: Renata Yabusaki, Diego Leporati, Douglas Baena, Gustavo Baena, Marcel Salim, Cesar Lucchesi, João Hungria, eu, Renata Kapitanovas e Natália Petreca. Risada geral!

Para fechar, juntando o post anterior com esse vem o chamado resumo da ópera: Jornalistas! Por favor, escrevam direito! Não assassinem a "Última Flor do Lácio, inculta e bela". Se existe uma dúvida ortográfica, consulte um dicionário. Está com problemas na concordância? Veja uma gramática. Não quero ser professor de quinta série com esses conselhos, mas, francamente, tem muita gente que precisa. Um forte abraço.






































domingo, 16 de janeiro de 2011

Portifólio 3: Todo jornalista tem obrigação de escrever corretamente

Redação de Jornal

Nenhum jornalista será um profissional completo se não tiver passado por uma redação de jornal impresso ou revista. A mídia impressa ajuda a formatar a escrita jornalística. Aperfeiçoa o estilo. Mas acreditem, tenho inúmeros colegas de profissão que não sabem escrever.

Não me refiro apenas ao "lead" ou na hora de hierarquizar os fatos dentro da reportagem, mas também à gramática e ortografia. É lamentável. Todos os veículos de comunicação, impressos ou não, deveriam aplicar um teste de Língua Portuguesa antes de contratarem um profissional.

A prática do bom texto vale para qualquer mídia. Jornal, revista, internet, televisão e rádio. Digo isso porque já fui repórter de jornal impresso e também redator de TV. No jornalismo impresso, trabalhei no Hoje Jornal, em 2007, na editoria de esportes.

Cheguei até a fazer algumas reportagens especiais para o caderno. Jornalista que não sabe escrever deveria morrer de fome. Uma pena que alguns deles possuam fortes padrinhos na área e, por mais incompetentes que sejam, consigam trabalhar em boas empresas e ainda atingir altos cargos.

Pior para você, leitor, que tem de se deparar, muitas vezes, com a má qualidade de reportagens ou mesmo dar de cara com a desinformação e o antijornalismo (agora se escreve tudo junto, para quem não sabe!). Foi legal trabalhar no Hoje. Apesar dos atrasos constantes de salários, o ambiente compensava.

Certa vez, fizeram uma caricatura do pessoal que trabalhava lá. Eu estou aí no meio. E, não querendo desmerecer o trabalho do competente cartunista Gilmar, meu desenho não está parecido comigo mesmo. Além disso, pareço muito mais velho. Estou no meio da turma. Clique na foto para ampliá-la e encontre-me... se puder!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Portifólio 2: As Eleições 2008 na TV+

Em setembro de 2008, aceitei um freela na TV+, emissora que começou suas atividades no ABC Paulista e vem se expandindo para muitos estados do Brasil. Nossa missão era cobrir as eleições municipais, para prefeito e vereador, nas sete cidades do Grande ABC.

Nunca havia trabalhado em uma cobertura como essas, mas posso dizer que, mesmo com algumas limitações que tínhamos, deu muito certo. Jornalisticamente, alcançamos ótimos resultados e uma excelente repercussão perante o público.

Toda a equipe foi muito elogiada. O coordenador foi Gustavo Baena, jornalista experiente e muito talentoso, que já passou por grandes emissoras de TV aberta como Bandeirantes e Rede TV. Até hoje, um dos melhores líderes de equipe com quem trabalhei.

Atuar em cobertura de grandes eventos requer bom preparo físico. É sempre uma loucura. Poucas horas de sono e muita adrenalina, muita agitação. Fazíamos pelo menos duas boas matérias por dia. Além de cobrirmos os debates que eram feitos na emissora e acabavam quase meia-noite. Saíamos de lá quase uma da manhã.

Também prestávamos serviços à população. Em links, mostrávamos como usar a urna, como estava o andamento no dia da votação e o voto dos candidatos. Aliás, nos dias de votação (ainda bem que só foram dois!), a jornada começava às 7h e ia até às 22h. No segundo turno, fiquei na festa da vitória de Aidan Ravin (PTB-SP). A comemoração aconteceu na sede do Ocara Clube, escola de samba tradicional da cidade.

O lugar era apertado e abafado. Ficamos todos amontoados. Acabei o dia com uma conjuntivite. Ainda bem que foi minha última entrada como repórter eleitoral.

Vida de jornalista não é fácil. A gente camela um bocado, mas só de uma pessoa chegar até você e falar "parabéns, a cobertura foi sensacional para a comunidade que pôde acompanhar o desempenho dos candidatos e conseguiu votar mais consciente" já vale o esforço.

O jornalista tem papel social. Se conseguimos levar informação para a população e ajudá-la a votar com discernimento, melhoramos parte do mundo. E nada paga essa sensação de satisfação, essa massagem no ego por um trabalho bem feito e o dever cumprido. No final, valeu muito a pena.

Abaixo você vai ver reportagens feitas na época pré-eleitoral que retratam os perfis de algumas cidades do ABC. Também tem alguns links de serviço ou depoimentos de candidatos, como Orlando Morando e Luiz Marinho, atual prefeito de São Bernardo do Campo. Aliás, neste último, aparece uma colega minha de trabalho, a Michelle Gomes, rachando o bico na imagem. Do que você estava gargalhando, Mi? Hehehe! Os vídeos não estão com grande qualidade, mas também não prejudicam a compreensão.

Muita gente de Mauá tem acessado a reportagem sobre o município e avaliado positivamente. Sinal de que alguns pontos, mesmo depois de mais de dois anos, ainda são pertinentes na realidade atual dos mauaenses. Elogie ou critique à vontade! É sempre bom ouvir opiniões construtivas de pessoas que apoiam meu trabalho! Caso não consigam visualizar os vídeos neste blog, quero alertar que todos eles se encontram no youtube, no link do meu canal: http://www.youtube.com/user/lsmartins100?feature=mhum. Um forte abraço!

PERFIS DAS CIDADES

PERFIL DE MAUÁ - SET/2008



PERFIL DE SANTO ANDRÉ - SET/2008



PERFIL DE SÃO CAETANO - SET/2008





LINKS E SERVIÇOS

LINK LUIZ MARINHO - OUT/2008



LINK ORLANDO MORANDO - OUT/2008



DIA DE VOTAÇÃO - OUT/2008



COMO USAR A URNA ELETRÔNICA - SET/2008

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Portifólio 1: Canal NET Cidade - O "profissional voluntário" e o "voluntário profissional"

Antes de sair da Metodista, ainda passei pela Rádio ABC. Fui repórter de cidades, mas a falta de estrutura me levou rapidamente de volta a TV. Fui para o então chamado Canal ABC3, atualmente chamado de NET Cidade.

Lá, são todos voluntários. Do goleiro ao ponta esquerda. Pessoal da técnica, iluminação, VT, GC, repóter, cinegrafista, apresentador, comentarista, enfim, todos. Eu fui voluntário por alguns anos.

Entrei em 2005 e saí oficialmente em 2009. Foi uma escola. Aprendi muito e trabalhei com o que mais gostei até hoje. Jornalismo esportivo. Fui repórter, comentarista e apresentador. Aprendi a ancorar um programa de esportes (o Lente Esportiva), de 2 horas, ao vivo, uma vez por semana.

Aprendi a comandar uma mesa de debates, a intervir com colocações pertinentes em horas oportunas. É, não foi uma escola... Foi uma faculdade. Na prática, em muitas coisas, valeu mais do que uma. Você aprende a se virar. TV ao vivo é adrenalina constante. Muitas vezes, tem saia justa no ar. E aí? Como sair disso?

Participei de programas com um dos meus modelos como apresentador esportivo. O Paulo Andrade, hoje na ESPN Brasil. Ensinou-me muito. Abaixo, você confere um trecho da apresentação do programa, um comentário, uma narração de futebol e uma reportagem de um jogo do Campeonato Paulista de 2006 (se não me falha a memória) entre Palmeiras e São Caetano. Forte abraço!

APRESENTAÇÃO LENTE ESPORTIVA



COMENTÁRIO - PROGRAMA LENTE ESPORTIVA



NARRAÇÃO FUTEBOL - COPA AMIZADE



REPORTAGEM PAULISTÃO 2006 - PALMEIRAS 4 X 0 SÃO CAETANO



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A primeira vez a gente nunca esquece

Para tudo tem a primeira vez na vida. Minha primeira reportagem foi sobre cultura. Gosto muito do tema. Mas, infelizmente, vocês não vão poder ver. Pelo menos por enquanto. Ela está em fita VHS e até converter pra colocar aqui vai me dar um pouco de trabalho.

No entanto, tenho um trecho do primeiro programa que apresentei. Chamava-se "Tema Livre" e foi pela Universidade Metodista. Tinha TP (Teleprompter). Eu mesmo fi o roteiro, a produção e a edição. Sim, a gente batia escanteio e corria pra cabecear. Mas foi um período legal.

Nesse dia, o tema foi o desdobramento do caso do assassinato de Celso Daniel, então prefeito de Santo André. Só tem a abertura. A atração ia ao ar pelo finado Canal ABC3, hoje NET Cidade. Ainda tem uma reportagem sobre roubo de carros, também da época da faculdade.

Bom divertimento! Mas mão riam muito de mim hein! Abraços!

APRESENTAÇÃO - PROGRAMA TEMA LIVRE



REPORTAGEM - ROUBO DE CARROS

A importância da(s) faculdade(s)



Assim que decidi qual carreira seguir, era hora de me preocupar em escolher em qual faculdade fazer o curso. Como todo mundo, sonhava em entrar na USP. Afinal, tem nome, tradição, pessoas inteligentes e é pública!

Entrei lá em 2001, logo após sair do colégio. A ECA (Escola de Comunicações e Artes) tinha ótimos professores, é verdade. A base teórica era sensacional. Para seguir carreira acadêmica seria uma maravilha. Mas os prédios (pelo menos naquela época) caindo aos pedaços e a pouca parte prática (falta de equipamentos e alguns muito velhos) me desmotivaram a continuar.

Uma decepção. Fiquei frustrado pela Universidade com o nome mais pomposo do país ser uma m... na minha carreira. Você se mata de estudar e dá de cara com essa situação. E aí? O que fazer?

Eu queria aprender também a parte prática. Era preciso mais equilíbrio. Decidi mudar de faculdade. Pois é. "Louco" foi o adjetivo mais leve que recebi ao tomar a decisão. Mesmo assim, não tive medo. Outros me chamaram de "corajoso". Obrigado pelo apoio.

Acabei me transferindo para a Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo. Tem mais de 30 anos de tradição em Jornalismo. Não me arrependi. Por incompatibilidade na grade curricular, tive de recomeçar do zero. Fazer de novo os 4 anos de graduação.

A Metodista era mais equilibrada. Claro, também tinha suas virtudes e defeitos. Muita gente na sala me incomodava. Na ECA eram 25 alunos por turma. Uma maravilha! Na Metô (como carinhosamente a chamam os alunos de lá), eram 80. Tirando isso, valeu a pena. Gostei de lá.

É uma pena que nos colégios faltem ainda esclarecimentos efetivos sobre como as profissões são na realidade e sobre qual a melhor universidade para realizar determinado curso. Isso ajudaria muitas pessoas a escolherem melhor suas carreiras e não perder tempo trocando de faculdade.

Faz falta. Quero muito desenvolver um trabalho parecido de alerta aos alunos. Mesmo que voluntário! Eu não tive isso e me atrapalhou muito. Não queria que isso acontecesse com mais gente. Ninguém merece ver que fez a escolha errada depois. Um bom bate-papo pode esclarecer muita coisa.



Na FMU, fiz minha pós-graduação em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte. O curso não é ruim. Mas como sou muito honesto e verdadeiro (jornalista tem sempre de passar a verdade), não recomendo. A desorganização é grande. Falam que aprender depende sempre do aluno. Meia verdade. O lugar, os profissionais e a organização contam 50%.

Faltam jornalistas de renome para dar aula e ampliar o debate sobre a profissão. Concluí o curso no meio do ano passado e até agora não recebi meu certificado. É desperdício de tempo e dinheiro. Sobraram os amigos. Esses sim, valeram a pena. Até hoje nos encontramos. Foram a grata surpresa. Aliás, sempre ficam os amigos dos locais por onde pasamos.

Por que eu fiz Jornalismo?


Sempre que as pessoas me perguntam (ou às vezes quando não perguntam também) digo que uma única razão me levou a procurar o jornalismo: o esporte. Entenda-se, o jornalismo esportivo. Essa sempre foi minha grande paixão e o motor que me levou a escolher esta carreira e seguir na profissão.

Pelo menos, tive um motivo claro. Não caí de pára-quedas no jornalismo, como muita gente faz. Muitos escolhem comunicação, jornalismo ou rádio e tv porque estão indecisos e não sabem o que querem da vida.

Para mim, jornalismo sem esporte não existe. É algo vazio. Por isso, sempre tento me aproximar ao máximo de realizar trabalhos nessa área. Nada como lidar com a emoção, com o calor do público vibrante, com o imaginário popular. Não existe nada que pague o prazer de você fazer um texto desprendido, bem-humorado, criativo. De você poder discutir com o torcedor na mesa do bar. Essas coisas só o jornalismo esportivo possibilita.

Mas o que realmente me despertou para o jornalismo esportivo foi o profissionalismo e o brilhantismo das transmissões de uma equipe de esportes que ouvia na Rádio Globo de São Paulo, quando tinha 13 anos.
Como locutores, Oscar Ulisses, Luiz Roberto (hoje na TV Globo), Paulo Soares (o Amigão, hoje na ESPN Brasil), Vanderlei Ribeiro (o Menininho, hoje na Rádio Capital). Como comentaristas, Paulo Roberto Martins (dos melhores que ouvi até hoje!) e Luiz Augusto Maltoni. Repórteres: José Kalil (Rede TV), Osmar Garraffa (TV Gazeta), Sylvio Ruiz, Romeu Cesar (faz falta viu!), Carlos Lima (ESPN), só feras! No plantão esportivo, Silvio Filho e Domingos Machado. Essa equipe é a grande responsável por eu ter me tornado jornalista. Adorava ouvir os mil e cem AM com essa turma. Eles fazem parte da minha memória afetiva, emocional.

De certa forma, o esporte ainda não é tão bem visto no meio jornalístico. Alguns acham pura baboseira, outros que não é importante para a sociedade. Preconceito! Futebol está enraizado na cultura do brasileiro. Todos discutem sobre o assunto: do mais pobre ao mais rico. E todos dão palpite quando a Seleção Brasileira joga.

Há também quem defenda que o esporte é entretenimento e não jornalismo. Bobagem! É uma mistura das duas coisas. É entretenimento porque diverte e é jornalismo porque tem informação. E os profissionais que trabalham com isso dão duro para trazer as informações aos torcedores. E muitas vezes, trabalham mais do que jornalistas de outras editorias, já que finais de semana e feriados são dias de longas jornadas.

Já fui repórter de campo, narrador e apresentador de programa esportivo. Hoje eu trabalho com política. Mas nunca me distancio do esporte. Acompanho sempre as rodadas de campeonatos, tanto de futebol como outros esportes (jornalista não é só torcedor de futebol! Ou, pelo menos, não deveria ser!). Acredito que ainda podem acontecer algumas novidades nesse sentido em 2011. Será muito bom se der certo. Não posso adiantar nada, mas é esperar pra ver!

Conto com a sua torcida! Um forte abraço!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Visual (mui) atraente

Antes que alguém me cornete, é preciso dizer a verdade. Jornalista não entende muito de estética e da parte plástica das coisas. Eu entendo de conteúdo. Mas admito que a estética jamais será secundária. Ainda mais para quem trabalha com a imagem.

Repudio quem trata a estética como secundária. E também quem faz o mesmo com o conteúdo e a informação. As duas coisas estão no mesmo nível e devem andar juntas, completarem-se. Fato.

Por isso, sei que meu blog não está imageticamente uma maravilha. E um amigo meu alertou-me para isso. Mas já que jornalista não sabe tudo e tem o telefone de quem sabe, vou convocar meus amigos para me ajudarem nessa tarefa de melhorar o layout enquanto eu alimento o blog de conteúdo.

Pelo menos, aqui tem o básico. Vou me virando. Mas vou providenciar uma roupagem melhor para esta mídia de divulgação. Só peço um pouquinho de paciência. Já diria Chapolin Colorado (que vai virar filme), "palma, palma, não priemos cânico". As coisas vão melhorar.

Um forte abraço!

Meus contatos


Todo jornalista é movido a contatos. São eles que nos ajudam com entrevistas, pautas, fontes, informações. Diz a sabedoria popular que se o jornalista não sabe tudo, pelo menos ele tem o telefone de quem sabe. Assim, não faço mais do que minha obrigação em deixar os meus contatos, caso precisem falar comigo.

Só não vou deixar celular e telefone de casa por segurança, mas vocês podem me pedir por e-mail se for o caso. Bem, na era da chamada sociedade da informação, uma pessoa hoje só não encontra a outra se não quiser mesmo. Portanto, aí vão meus contatos. Apareçam!

Sites
Perfil no Orkut: www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=7072499552478523848
Perfil no Face Book: http://www.facebook.com/home.php#%21/profile.php?id=1354275209

E-mails
leanmartins@uol.com.br
leanmartins@hotmail.com (MSN)

Telefone comercial
Lumiar Multimídia
(11) 2358-5899

Jornalista, um ser inquieto


Amigo leitor,

Se você conhece a mim e a meu trabalho, obrigado por vir prestigiar esse espaço. Se não conhece, seja muito bem-vindo ao blog de um jornalista inquieto e trabalhador. O trabalho do jornalista (antes de tudo, um repórter nato) nada mais é do que farejar, apurar e contar boas histórias. Por ser desconfiado de tudo e todos é, naturalmente, um ser inquieto. Até perturbado, eu diria.

Eu, além de inquieto e perturbado, também adoro a emoção. Sou um APAIXONADO por ESPORTE, JORNALISMO ESPORTIVO e TELEVISÃO, ainda mais ao vivo. Tenho projetos de programas que espero emplacar em breve e todos com um diferencial, a qualidade, que há muito tempo não se vê na maior mídia do país. Ainda mais alguns programas de TV aberta, que são de enojar qualquer bom profissional que se preze.

Pois bem, aqui vamos falar e debater sobre tudo isso. Bastidores da profissão, mercado, alguns trabalhos meus e como foi a realização deles, desafios na carreira, enfim, um verdadeiro currículo vivo, com espaço para análise e debate. Teremos fotos, vídeos e muito mais. Espero a participação ativa e efetiva de todos, principalmente daqueles que sempre acompanharam a minha carreira e sempre torceram por mim.

Obrigado e mãos à obra, que a vida não se paga sozinha! Hehehe! Um abraço!