quarta-feira, 25 de abril de 2012

Fotos do programa Esporte na Rede, com Léo Lucas

Ontem, o programa Esporte na Rede, da UPTV, recebeu o jornalista e empresário Léo Lucas. Ele falou sobre a carreira, sua produtora, a L2M, e a rádio web que acabou de lançar. Léo também comentou a rodada da Copa do Brasil, Taça Libertadores e Campeonato Paulista.

O Esporte na Rede vai ao ar pela UPTV (www.uptv.com.br), toda terça-feira, AO VIVO, às 20h. Veja abaixo as fotos e a edição completa na íntegra. Um forte abraço.

Facebook: facebook.com/profile.php?id=1354275209
Twitter: @leandropress













segunda-feira, 23 de abril de 2012

O dia em que a página teima em ficar em branco



Quantas vezes você já falou para si mesmo a expressão "hoje é um dia em que eu não deveria ter levantado da cama"? Pois é... Existem dias em que as coisas parecem não dar certo para a gente. Porém, mesmo assim, você vai ter de encarar seu trabalho, seus chefes e suas responsabilidades.

No caso do jornalista, um dia ruim pode significar ausência de pautas boas, fontes que não atendem a telefonemas, discussões bobas com colegas de trabalho e até falta de inspiração para escrever a reportagem. São aqueles dias em que o repórter tem de "parir" o texto, já que o dito cujo não flui de jeito nenhum.

Quando isso acontece, a solução é acalmar-se, esfriar a cabeça e relaxar, por mais que a pressão seja constante. Levante-se, saia da frente do computador, beba um café, um suco, ouça uma música para renovar as energias. A música sempre é uma boa fonte de inspiração.

O jornalista não pode permitir que a página continue em branco, já que a reportagem tem um "dead line" (prazo de entrega, no jargão midiático) a ser cumprido. O trabalho, ainda mais em condições estressantes, suga o ser humano. Nessas horas, a renovação da energia interior é necessária. Sei que este texto mais parece coisa de terapeuta ou psicanalista. Mas é a pura verdade.

Outra coisa que pode ajudar é sair com os amigos, espairecer. Não no momento do expediente, claro. Mas tente dê atenção a você mesmo. Acredite, você merece. Divirta-se, curta, descontraia. Estas pequenas atitudes ajudam a manter o cérebro saudável, longe de depressões, loucuras e sufocamentos. Isso é essencial na vida de qualquer ser humano (em que pese o tom de autoajuda).

Com a cuca fresca, como dizem os mais velhos, é impossível que, pelo menos, algumas mal traçadas (ou digitadas) linhas não brindem seus leitores, ouvintes ou telespectadores com um bom texto. Ainda que não seja um primor, existem dias nos quais o mais importante é cumprir a missão da jornada. Ninguém é genial todos os dias. Mas o trabalho não espera isso e sim dedicação. Esse é o segredo para que a página nunca fique em branco. Um forte abraço.

Facebook: facebook.com/profile.php?id=1354275209
Twitter: @leandropress

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Os cargos criados nas novas mídias


As novas mídias, principalmente a internet, têm contribuído para a criação de novas vagas de emprego na área da comunicação. Assim, vemos alguns cargos com nomes aos quais ainda não estamos acostumados. "Atualizador de sites", "analista de redes sociais", "web repórter", etc.

Recentemente, recebi uma vaga em meu e-mail, do site trampos.co (ponto co, assim mesmo). Foi a primeira vez que li o título "blogueiro" na descrição de um cargo (foto que abre o post). Realmente, os tempos são outros.

A internet ainda carece de credibilidade, mas acredito que, dentro de poucos anos, vai ser uma das mídias mais importantes do país. Alguns portais e sites têm investido na contratação de bons e experientes profissionais, pagando-lhes um salário digno e aumentando a confiabilidade de seu conteúdo.

Para se tornar uma mídia realmente levada a sério por todos (inclusive para os empresários que sustentam os veículos com anúncios e patrocínios), tal investimento em profissionais de gabarito é mais do que necessário.

De qualquer forma, é um alento para o tão concorrido mercado midiático. Novas tecnologias desenvolvem novas mídias e estas, por sua vez, precisam criar novos cargos e contratar bons profissionais. Nesse caso, onde há tecnologia, há esperança de uma vaga de emprego. Um forte abraço.

Facebook: facebook.com/profile.php?id=1354275209
Twitter: @leandropress

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Alguns cuidados que ajudam a evitar danos nos equipamentos (e nas pessoas!)

Semana passada, gravei uma reportagem aqui, para o Canal Guarulhos, na Usina de Reciclagem de Entulho da Prefeitura. É o lugar mais empoeirado em que já gravei em toda a minha vida. Também, não poderia ser diferente. O próprio nome já diz. Lá tem toneladas e toneladas de entulho da construção civil.

Então, com o movimento executado pelos tratores para transportar o material, o pó voa constantemente. Por isso, alguns cuidados são necessários para preservar o equipamento de gravação, como colocar uma capa na câmera e tirar o excesso de poeira com um pincel, já que as partículas de pó insistem em entrar nos lugares mais escondidos da câmera.

Para proteger a gente, máscaras, toucas e capacetes. Vida de jornalista é assim mesmo. Ir aos lugares mais inusitados, fazer as reportagens mais curiosas, vestir-se das maneiras mais esquisitas, mas, acima de tudo, levar informação de qualidade ao telespectador. É para isso que estamos aqui. E quem não encara isso numa boa, está na profissão errada. As fotos abaixo são do meu amigo Fabio Nunes, fotógrafo da Prefeitura de Guarulhos. As imagens e a edição da reportagem são de Diego Andrade e a Assistência, de Marcela Freitas. Um forte abraço.

Facebook: facebook.com/profile.php?id=1354275209
Twitter: @leandropress




quarta-feira, 18 de abril de 2012

Fotos do programa Esporte na Rede, com Hugo Hoyama (2)

Ontem, o Esporte na Rede recebeu, pela terceira vez, o mesatenista Hugo Hoyama, que vai representar o Brasil nas Olimpíadas deste ano, junto com Gustavo Tsuboi. Hugo falou sobre a carreira e deu a entender que não deve parar tão cedo, mesmo já estando com 43 anos. "Como a próxima Olimpíada vai ser no Rio de Janeiro em 2016, vai dar uma coceirinha para jogar", disse.

Abaixo, imagens dos bastidores do programa e o vídeo completo da edição. O Esporte na Rede vai ao ar toda terça-feira, AO VIVO, das 20h às 21h, pela UPTV (www.uptv.com.br). Esporte na Rede! Análise esportiva de qualidade! Um forte abraço.

Facebook: facebook.com/profile.php?id=1354275209
Twitter: @leandropress
















segunda-feira, 16 de abril de 2012

Os vícios que os locutores de rádio trazem para a TV e vice-versa


Aproveitando que hoje é o Dia Mundial da Voz, este post é em homenagem aos locutores esportivos. O rádio e a televisão são dois veículos com linguagens completamente diferentes. Enquanto o rádio tem apenas o áudio como recurso informativo, a TV apoia-se na imagem. Consequentemente, a locução esportiva tem suas peculiaridades em cada um desses meios.

Alguns locutores são formados no rádio e, quando migram para a TV, precisam de um período de adaptação. O mesmo vale para o caminho contrário que, no entanto, é mais raro de acontecer na mídia.

Ao migrar de uma mídia para outra, os locutores, inicialmente, carregam com eles vícios de linguagem do veículo ao qual estavam acostumados, o que causa estranheza ao ouvinte e ao telespectador.

Vamos primeiro falar sobre o locutor que migra do rádio para a TV. Uma vez que não faz uso da imagem, o rádio é extremamente descritivo. O locutor precisa posicionar o ouvinte o tempo inteiro em qualquer esporte e dizer o que está acontecendo para que o público "enxergue" os detalhes do evento. Por isso, usa expressões como "recebe na meia direita", "cruza a linha central do gramado", "coloca a bola na grande área", "passa a linha que divide o campo", "a bola foi pela linha de fundo", "toca a bola na grande lua do gramado".

Alguns locutores, ao migrarem para a TV, repetem tais expressões, que se tornam desnecessárias por causa da imagem. Quem está vendo a partida sabe que a bola está nesses locais. Outro vício de quem vem do rádio é a articulação das palavras. O rádio exige que cada palavra seja muito bem articulada para que o ouvinte a entenda de forma rápida.

Porém, numa conversa coloquial e informal do dia-a-dia, ninguém articula todas as palavras com perfeição. Por exemplo, na frase "a bola passa por baixo do corpo do goleiro", o locutor de rádio enfatiza a pronúncia do "baixo", ressaltando o "i". Coloquialmente, nem pronunciamos esse "i" e fica "por baxo". Mas TV é coloquial, é informal e essa é a pronúncia mais aceitável.

Em TV, quem articula tudo perfeitinho é considerado arrogante e estranho, o que pode gerar a antipatia do telespectador. TV é massa, é simplicidade. No dia-a-dia, em nossas conversas habituais, muitas vezes, pronunciamos a letra "o" com som de "u", principalmente nas terminações das palavras, como "meio de campo". Coloquialmente, pronunciamos "meiu de campu". Já no rádio o locutor pronuncia efetivamente as duas letras "o".

Mas o locutor de rádio não faz isso porque quer. É quase automático pois, para fazer rádio, aprendemos na faculdade (e nas aulas de fono) que todas as letras devem ser pronunciadas. Então, esse é um vício adquirido difícil de ser deixado de lado, principalmente para o locutor que é ativo (simultaneamente) nos dois veículos. Porém, é algo que deve ser trabalhado para não gerar antipatia do público.

Por fim, um último vício está no ritmo. Em rádio, a narração esportiva é frenética e não para um minuto sequer. Não pode haver o chamado "hiato" (tempo de silêncio). Em TV, a narração é pausada e pouco descritiva, além de menos "corrida".

O inverso também acontece. O locutor que vai da TV para o rádio leva os vícios da telinha. Narra sem ritmo adequado e não articula bem as pronúncias, o que gera desconforto no ouvinte, acostumado (muitas vezes inconscientemente) à linguagem radiofônica. Outra coisa importante. Geralmente, os locutores de TV não precisam ter uma voz primorosa em timbre e tom, mas os de rádio quase sempre a possuem. E o ouvinte também estranha essa alteração.

Por isso, via de regra, é mais fácil um narrador de rádio acostumar-se à TV do que o contrário. O locutor de rádio é mais versátil. É mais fácil abrandar o ritmo de uma narração do que acelerá-lo, pois nem todo mundo consegue pronunciar palavras de forma rápida. Também é mais fácil você se acostumar a não descrever tanto a jogada do que ter de descrever tudo. E, por fim, para trabalhar no rádio (que considero mais emocionante que a TV) é preciso fôlego e exercícios constantes de aquecimento vocal e fonoaudiologia.

Três exemplos que considero muito bem acabados de locutores que adaptaram-se com perfeição aos dois veículos são Luiz Roberto, hoje na TV Globo (oriundo da Rádio Globo), Paulo Soares e Everaldo Marques, dos canais ESPN e narradores da rádio Estadão-ESPN.

Mas, para quem está começando na profissão e pretende trabalhar com as duas mídias, ficam as dicas. As linguagens de rádio e TV são muito diferentes. E vale a pena um esforço para trabalhar em ambos a contento e cativar os dois tipos de público que, curiosamente, não raras vezes, são formados pelas mesmas pessoas, acostumadas às distintas linguagens. Um forte abraço!

Facebook: facebook.com/profile.php?id=1354275209
Twitter: @leandropress

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Uma pausa no jornalismo para falar de português: a diferença entre "ÃO" e "AM"


Ultimamente, tenho reparado que algumas pessoas, ao escrever, não SABEM aplicar a correta diferença de grafia entre os verbos conjugados no futuro do presente (com terminação ÃO) e os conujgados no pretérito perfeito ou presente do indicativo (com terminação AM). Como os textos que tenho lido com tais erros são de jornalistas formados, acredito que possa dar alguma contribuição ao explicar tal diferença (meu momento "Professor Pasquale").

Normalmente, os verbos conjugados no pretérito perfeito do indicativo (passado) e na terceira pessoa do presente (agora), TERMINAM suas conjugações com "AM". Já usei dois aqui neste post: "sabem" e "terminam" (presente). Outros PODEM estar no passado, como FORAM, VIERAM, PEGARAM, ABRIRAM, CURTIRAM, DOBRARAM, INFORMARAM, APURARAM, GOSTARAM, EDITARAM, GRAVARAM, etc. A ideia de passado ou presente é dada justamente pela terminação "AM".

A terminação "ÃO" é usada somente para verbos no futuro (fatos que IRÃO acontecer), jamais para o passado. Por exemplo, sei que alguns leitores ainda LERÃO este post (futuro). Outros já LERAM (passado). Eis o futuro de alguns verbos pertinentes ao jornalismo: INFORMARÃO, APURARÃO, ANALISARÃO, ESCREVERÃO, LERÃO, etc.

Outras palavras que não são verbos, mas sim, substantivos, já são escritas com a terminação "ÃO" e algumas pessoas também escrevem errado, com "AM" no final. Aqui vai a grafia correta de alguns: PORTÃO, INTERROGAÇÃO, CALDEIRÃO, ACENTUAÇÃO, AFEIÇÃO, INFORMAÇÃO, EDIÇÃO, ALÇAPÃO, etc.

Portanto, amigos jornalistas e demais cidadãos brasileiros, muito cuidado com a Língua Portuguesa. Ela é o instrumento de trabalho de todos nós. No momento em que você vai a uma entrevista de emprego, para qualquer que seja o cargo pretendido, se falar ou escrever errado, pode ter certeza de que acumulará pontos negativos.

Errar a língua pátria na fala ou escrita representa desleixo, falta de informação, de leitura e de cultura geral. E isso é ruim para qualquer profissional. O pedreiro, por exemplo, deve escrever corretamente a lista de materiais de que precisa para executar a obra. E mais, ele tem de fazer cálculos para saber o gasto desse material, tanto em quantidade, quanto em dinheiro.

Por essa razão, todos os concursos públicos exigem em suas provas um mínimo de conhecimento em português e matemática, o que considero muito válido. Por hoje é isso. Aproveitem bem a sexta-feira 13. Apesar das crenças e lendas que cercam esta data, não se esqueçam de sexta é sempre sexta. Portanto, um dia bastante propício ao lazer e à DIVERSÃO (substantivo terminado em ÃO). Tudo, é claro, com MODERAÇÃO (mais um!). Um forte abraço.

Facebook: facebook.com/profile.php?id=1354275209
Twitter: @leandropress

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Fotos do programa Esporte na Rede, com Ana Carla Portella

O programa Esporte na Rede de ontem recebeu a jornalista Ana Carla Portella. Ela falou sobre o documentário "Telê Santana, Meio Século de Futebol Arte", do qual é uma das autoras. Ana colocou o dedo na ferida e disse até que o São Paulo Futebol Clube "boicotou" o lançamento de seu produto.

Também teve Libertadores e Copa do Brasil, ambas chegando às fases mais agudas. O ER vai ao ar toda TERÇA-FEIRA, pela UPTV (www.uptv.com.br). A atração é AO VIVO, a partir das 20h. Veja algumas fotos abaixo, iclusive flagras de bastidores. Um forte abraço.











terça-feira, 10 de abril de 2012

Band vai bem na estreia de seu novo game-show


Uma no cravo, outra na ferradura. Se ontem critiquei a TV Bandeirantes por causa das diretrizes tomadas na área esportiva, hoje vou elogiar a emissora da família Saad no que tange o entretenimento.

Este blog é essencialmente jornalístico, é verdade. Mas também procura abordar a comunicação de modo geral. E como você, amigo leitor, bem sabe, os game-shows também são minha paixão. Sempre fui fã e telespecatdor assíduo de todos os programas do gênero no SBT, Record, Band, etc.

Só para lembrar alguns: no SBT - "Show do Milhão", "Qual é a Música", "1 Contra 100" (do qual participei no estúdio), "Roletrando", "Roda a Roda Jequiti", "Topa ou Não Topa?", "Nada Além de 1 Minuto", "Um milhão na Mesa", etc. Na Band, assistia a "Supermarket", "Melhor de Todos" e "A Grande Chance". E como deixar de fora o "Quem Sabe, Sabe!", e o "Enigma da Pirâmide", ambos da TV Cultura?

Na Record, lembro-me do "Top TV", game no qual me inspirei para criar o "TV Mania", que vou exibir nesse fim de ano, na UPTV (www.uptv.com.br). Também gostava do "Roleta Russa", que tem formato similar a este novo game da Band, o "Quem Fica em Pé".

Gostei muito do formato de disputa deste programa, no qual um participante desafia outros dez em busca de 100 mil reais. O nível de dificuldade das perguntas vai crescendo conforme a disputa e abrange a contento vários aspectos da cultura geral.

Na apresentação, está José Luiz Datena. Ainda meio "durão" para um apresentador de game-show, mas ele vai evoluir (assim espero). Digo isso porque sei bem como é você trabalhar em um programa jornalístico (ainda mais policial como é o caso dele) e depois fazer um game. O astral é outro, tem que mudar muita coisa dentro de você mesmo. E nós, jornalistas, levamos um tempo para adaptação.

O mesmo aconteceu comigo na UPTV, quando apresentei o game "TV Mania". O importante para Datena é que ele evolua. Melhore e fique mais leve e solto. E como ele é uma pessoa inteligente, deve conseguir esse resultado logo. Na estreia, até fez embaixadas com uma bola e dançou tango.

A atração vai ao ar de segundas, terças e quintas-feiras. A puxada de orelha vai para o horário. Anunciado para as 21h20, o "Quem Fica em Pé" foi começar mais de meia hora depois (esperando o fim da novela da Globo). Por isso, não dá para se falar em horários fixos. Mas vai passar três vezes por semana, à noite.

De modo geral, gostei do resultado da estreia. Cativou minha audiência. Ainda falta um pouco de ritmo e dinamismo, mas esses ajustes vão sendo feitos com o passar das gravações. Mas o interessante é que, sem cortes e intervalos comerciais (até pela falta de patrocinadores), o programa fluiu diretamente, o que não permitiu que o telespectador sequer pensasse em mudar de canal. No saldo, ponto positivo para o Saad! Um forte abraço.

Facebook: facebook.com/profile.php?id=1354275209
Twitter: @leandropress

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ex-goleiro do Palmeiras, Marcos agiu certo ao recusar proposta de emissora de TV


Não há como negar que o ex-goleiro do Palmeiras, Marcos, é um bom contador de histórias. Quando jogava, sempre foi querido e odiado pelo elenco. Querido por ser uma pessoa de grupo, extremamente familiar. E odiado por, muitas vezes, falar a verdade quando o time não jogava bem.

Marcos é uma dessas figuras que extrapolam os limites da paixão clubística e acabou sendo adorado pelas torcidas de diversas agremiações. Por isso, seria a pessoa ideal para cativar a audiência do público.

Há quem diga que Marcos recebeu uma proposta de 150 mil reais por mês de salário da TV Bandeirantes. Mas, sabiamente, recusou. Marcos sabe que a Bandeirantes hoje não é uma emissora séria. Seus programas esportivos, muitas vezes, parecem mais um circo do que uma arena de credibilidade para debates e análises aprofundadas.

Além do mais, o ex-ídolo do Verdão teve algumas desavenças com o boçal "comentarista" Neto, o que tornou ainda mais inviável sua ida para a emissora da família Saad. Marcos não se prestaria ao papel de fazer parte do mesmo programa que uma figura tão antipática e grossa como o ex-ídolo da Fiel Torcida.

Além disso, o ex-goleiro teria um desgaste desnecessário em sua imagem. Uma coisa é você ser amado pelos serviços prestados ao futebol dentro do gramado (conquista do Pentacampeonato Mundial com a Seleção Brasileira). Outra coisa é virar "palpiteiro" como os que existem aos montes nas emissoras de TV aberta.

O desgaste seria extremamente prejudicial à essência que Marcos representa ao futebol. Principalmente no que tange ao amor ao clube que sempre teve. Marcos deixaria rapidamente de ser ídolo para ser criticado como "comentarista".

Sou parcialmente contra a que ex-jogadores de bola virem comentaristas. Eles tomam o lugar de jornalistas gabaritados, estudados e que poderiam fazer programas de ótimo nível. Por isso, não considero a Band uma emissora séria no quesito "programas esportivos".

Acredito que o ex-jogador deva ser contratado por emissoras com parcimônia. Não sou radicalmente contra, mas entendo que deveria haver um equilíbrio. Por exemplo, para cada ex-jogador contratado, que houvesse também um jornalista de respeito para fazer parte da atração ou da transmissão de um evento. Assim, a empresa não seria "acusada" de lesar os jornalistas.

Mas não é o que acontece. Desde que Luciano do Valle começou a trazer ex-jogadores para a TV, a prática tomou corpo e hoje é o que predomina no mercado. Péssimo negócio. Por essas e outras razões, levanto-me para aplaudir de pé, mais uma vez, o ex-goleiro Marcos.

Sempre foi honesto e sincero enquanto jogava e mantém isso fora de campo. É um excelente traço de seu caráter. Tendo consciência disso ou não, Marcos foi ético também com os jornalistas, que tanto o elogiaram durante a carreira. Parabéns a ele pela postura. Um forte abraço.

Facebook: facebook.com/profile.php?id=1354275209
Twitter: @leandropress

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Os erros e acertos no jornalismo regional


Algumas faculdades de jornalismo costumam ter nas grades curriculares uma disciplina chamada "Jornalismo Regional". O termo ganhou força nos últimos dez anos, com o nascimento de  muitos veículos pequenos que falam sobre uma cidade, bairro ou até mesmo comunidade.

São exemplos disso jornais de bairro, jornais regionais, rádios e TVs locais e rádios e TVs web. A intenção é eclarecer as comunidades sobre seus problemas internos e informá-las sobre os fatos que as afetam diretamente, como o buraco da rua, a falta de água, um novo shopping que abriu, as peças de teatro em cartaz, etc.

Quando a TV Globo nasceu, em 1965, tinha o propósito de fazer algo inédito no país: ser uma REDE de televisão, com filiais no Brasil todo e que retransmitissem boa parte da programação que era produzida no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Para a época, esse era um conceito ousado, pois as emissoras de rádio e televisão tinham uma programação regionalizada. A Globo foi uma das grandes responsáveis por "padronizar" a programação na televisão brasileira e, assim, levar ao maior número possível de lares uma grade quase unificada.

Coincidência ou não, foi o jornalismo da Globo que solidificou a estrutura de rede de televisão, com o nascimento, em 1969, do telejornal mais assistido no país: o Jornal Nacional. A partir de então, os alunos de jornalismo das universidades passaram a mirar, como objetivo de carreira, apenas a grande mídia.

Porém, o jornalismo regional nunca deixou de existir e sempre conviveu com o jornalismo de interesse nacional. O alcance do tal "jornalismo nacional" é inegável, mas, para algumas comunidades, é muito mais interessante saber as notícias da sua região.

Não posso generalizar, até porque conheço pouquíssimos veículos regionais. Mas, os quais conheço, acredito que cometem alguns erros, principalmente as emissoras de televisão. Acompanhe o raciocínio. Os jornais impressos destacam as notícias regionais, mas também trazem a política nacional e fatos mundiais em suas páginas.

As rádios, além do conteúdo local, também abordam os fatos nacionais e mundiais com o apoio de entrevistas. Mas as televisões, principalmente as bem pequenas, têm o péssimo hábito de regionalizar tanto, a ponto de ignorar eventos importantes nas capitais. Isso acontece por uma única razão: dinheiro. Fazer televisão é caro. Você tem de, necessariamente, estar nos locais dos fatos para captar imagens e entrevistas. E não é todo canal que consegue bancar isso. Conclusão: se não tem verba, não faça!

Outro erro que vejo é nas emissoras de TV pela internet. A rede mundial de computadores pressupõe uma audiência global. Então, considero um enorme erro do ponto de vista comercial dar destaque apenas para conteúdos regionais. Isso torna a emissora pouco interessante para muitos públicos. E inviabiliza comercialmente a programação que, via de regra, já é um tanto amadora nas TVs por internet.

De qualquer forma, o jornalismo regional é sempre bem-vindo. Principalmente quando ajuda efetivamente a informar a comunidade e a resolver os problemas existentes nela. No entanto, fica a ressalva de que investimento é algo necessário para que os veículos regionais sejam fortalecidos. Nada se faz sem investimentos em equipamentos, pessoal qualificado e infraestrura. Um forte abraço.

Facebook: facebook.com/profile.php?id=1354275209
Twitter: @leandropress

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Fotos do programa Esporte na Rede, de 03/04/2012

Ontem o programa Esporte na Rede estreou seu novo horário. Agora estamos AO VIVO toda TERÇA-FEIRA, das 20h às 21h, na UPTV (www.uptv.com.br).

Nesta edição, o comentarista Alexandre Aníbal, mais conhecido como a "Enciclopédia da Bola", analisou a rodada e os grupos da Taça Libertadores e a rodada deste meio de semana da Copa do Brasil. No quadro "Vestindo a Camisa", Luciane Bruno desfilou com a camisa do Benfica, de Portugal. Aí estão algumas imagens de bastidores. Um forte abraço.









segunda-feira, 2 de abril de 2012

Algumas técnicas de entrevista de estúdio


José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-diretor de programação da Rede Globo, diz em seu livro que, certa vez, Marília Gabriela (foto) entrou em sua sala dizendo que era jornalista, apresentadora, entrevistadora, repórter, que cantava e dançava. Resumindo, pintava e bordava.

Boni a contratou e Marília Gabriela transformou-se numa das maiores entrevistadoras deste país. Todo estudante de jornalismo deveria ter a obrição de assistir aos programas comandados por ela. Em cada edição, Marília dá verdadeiras aulas de técnicas de entrevista.

Como já disse, vou abrir em breve inscrições para um curso de apresentação em TV e técnicas de entrevista. Mas adianto aqui algumas que podem ser úteis a estudantes de comunicação social ou mesmo profissionais recém-formados que estão ingressando agora no mercado de trabalho.

O primeiro passo para que o jornalista faça uma boa entrevista é a pesquisa. É preciso reunir o maior número de elementos informativos sobre a vida, o trabalho e algumas peculiaridades do entrevistado. Esse é um trabalho árduo e braçal, porém, fundamental para um bate-papo bem sucedido.

Durante a entrevista, olhe sempre nos olhos de seu convidado. Isso faz com que ele sinta confiança em você para dar declarações mais ousadas e verdadeiras. Permite, em outras palavras, que ele se abra mais e conte até situações de sua vida particular e íntima.

Olhar nos olhos também mostra que o jornalista está atento às respostas do entrevistado. Isso é importantíssimo para perguntas futuras, que não estão escritas na pauta, mas podem ser suscitadas por uma resposta interessante dada pelo convidado.

Um cuidado que o entrevistador deve ter é na abordagem de alguns temas ou de certas questões. Não queime todas as perguntas bombásticas logo de cara. Isso pode assustar a fonte. Comece com arguições mais leves, de modo a deixar a pessoa mais relaxada e descontraída. Assim que ela sentir confiança em você e perceber que está apenas uma conversa, não vai ter receio de responder questões ligadas a temas picantes ou indelicados.

Aborde todos os temas com educação e respeito. No momento em que o jornalista ri de algo que para o convidado não tem a menor graça, por exemplo, perde-se toda a credibilidade conquistada durante o trabalho. E a confiança deve ser mantida durante todo o tempo da entrevista.

Por isso, seja elegante, educado, cordial, atencioso, bem humorado, sério e compenetrado. Mostre sua competência e ganhará na hora o respeito da fonte. Mostre que você está informado, que leu sobre a vida dela. Isso lhe dará muito crédito. Outras técnicas mais específicas mencionarei em meu curso. De modo geral, se cumpridas, estas já ajudam bastante. Um forte abraço.

Facebook: facebook.com/profile.php?id=1354275209
Twitter: @leandropress

sexta-feira, 30 de março de 2012

Apostar em apenas uma área de programação pode dar certo na TV?


Com o surgimento e o crescimento das emissoras de TV por assinatura no Brasil, os telespectadores passaram a ter contato com canais que não conheciam até então: os segmentados. Estes, nada mais são do que canais específicos, que abordam apenas uma área (ou nicho, como dizemos no meio midiático) de programação.

Assim, hoje conhecemos canais somente esportivos, jornalísticos, de shows, de filmes, de entretenimento, de músicas e clipes, etc. Em termos de audiência, estas emissoras "abocanham" apenas a fatia do público para o qual direcionam a programação.

Em uma rede de televisão aberta e com audiência nacional, esse tipo de estratégia seria considerada loucura, suicídio. Poderia significar um verdadeiro desastre. A programação das emissoras abertas costuma ser diversificada, com a exibição de programas de todos os segmentos acima citados.

Tal estratégia faz com que as emissoras de TV aberta sejam concorrentes naturais entre si. Porém, existem casos extremos, em que uma rede deve parar, refletir e analisar as estratégias de programação. O debate que muita gente vem criando atualmente gira em torno da situação da RedeTV!.

A emissora passa por problemas financeiros. Os funcionários sofrem com constantes atrasos de salário. Para não sair do ar, muita gente aposta que a saída para a RedeTV! é mudar a programação e apostar em apenas um nicho para evitar a concorrência direta com as maiores e mais poderosas. Desse modo, a empresa conseguiria arrecadar recursos de patrocinadores novos e tentar se reerguer.

É o que diz também o experiente ex-diretor de programação da Rede Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Para ele, "a RedeTV! deveria apostar em um único nicho de programação e não tentar concorrer diretamente com Globo e Record".

Na verdade, o caso da RedeTV! muito me entristece. Porque, à distância, parece ser esse o típico caso da má administração empresarial, o que pode levar a emissora ao encerramento das operações. Em tese, a RedeTV! deveria sim, concorrer com Globo, Record, Band, SBT, Cultura e Gazeta.

Chegar nesse estado deplorável de coisas é um sinal e tanto de derrota. Aqui no ABC Paulista onde moro, aconteceu algo similar com uma das mídias mais fortes da região: a TV+ (lê-se TV Mais). A emissora demitiu mais de 50 profissionais e encerrou sua grade de programação, ficando apenas com as vendas do varejo e alguns programas pagos.

Os salários também atrasaram e, aparentemente, a emissora ruiu. Vejo ambas as situações, da TV+ e da RedeTV!, com muito pesar. O mercado é bem cruel às vezes. Torço muito pelo reerguimento das duas emissoras. E que elas possam, sim, fazer uma programação diversificada. Para adotar tal estratégia de nicho de programação, só mesmo no desespero de um possível fechamento de portas. Fora isso, eu manteria a diversidade. E você? O que faria se fosse o presidente da emissora? Um forte abraço.

Facebook: facebook.com/profile.php?id=1354275209
Twitter: @leandropress

quinta-feira, 29 de março de 2012

Um jornalista também precisa ter criatividade

Na faculdade de jornalismo, aprendi que o texto no chamado "hard news" deveria ser objetivo, direto, simples, coeso, conciso, enfim, sem adjetivos e palavras que sugerissem um conceito subjetivo das coisas.

Alguns alunos ficam tão acostumados e "enquadrados" nesse formato que acabam ligando o "piloto automático" na vida profissional. Esquecem-se, portanto, de que temos um cérebro pensante que nos possibilita fazer uso da criatividade.

É verdade que muitos alunos hoje em dia têm preguiça de pensar. Mas também é igualmente verdade que a maioria das universidades não incentiva e nem explora o lado criativo dos alunos. As aulas de diagramação e de fotografia, por exemplo, deveriam estimular mais a imaginação dos estudantes.

Às vezes, um aluno escapa dos lugares comuns e, em sua vida profissional, mostra traços de genialidade. Foi o que aconteceu com a capa do diário carioca O Dia, na homenagem a Chico Anysio, ao anunciar sua morte (foto que abre o post).

Um dos maiores humoristas que este país já viu, Chico Anysio caracterizou-se pela "múltipla personalidade" ao desenvolver e interpretar cerca de 209 personagens dos mais diversos e variados tipos.

O editor (ou quem quer que tenha tido a ideia da capa), com uma perspicácia invejável, publicou uma foto principal de Chico, rodeado por 60 de seus personagens e manchetou: "Morreram Chico Anysio". Genial! A criatividade deve sempre fazer parte do trabalho do jornalista, do comunicador.

Se você está entrando na faculdade agora e, ao frequentar as aulas, ouvir sempre aquela velha história sobre objetividade, concisão, coesão, coerência, etc, preste atenção. Isso é muito importante e, de fato, permeia nossa carreira. Mas também levante a mão e questione seu professor. O jornalismo não pode ser extremista. Não pode ser nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Exercite seu lado imaginativo, abra sua mente, navegue em outras águas, vislumbre outros horizontes. Com treino e uma ajudinha da inspiração, todos nós também podemos ter bons momentos de genialidade. Um forte abraço.

Facebook: facebook.com/profile.php?id=1354275209
Twitter: @leandropress