quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Se na TV tem monopólio, no rádio tem concorrência


A televisão, quando transmite determinado evento, geralmente compra os direitos para exibi-lo com exclusividade. Pode ser um show, campeonato esportivo, concurso de miss, etc. Pudemos observar isso mais de perto recentemente, com a briga pela transmissão do Campeonato Brasileiro de futebol de 2012. A TV Globo desbancou qualquer esquema contrário aos seus interesses, fechou contratos com os clubes individualmente e garantiu o monopólio da exibição do torneio até 2014.

Na emissoras de televisão, INFELIZMENTE (indignação com letras garrafais), esse é o caminho natural. Existem muitos interesses políticos e outros que envolvem as "fatias" do bolo de patrocinadores e anunciantes. Por isso, o monopólio é a regra e não a exceção.

Se isso acontece na TV, nas emissoras de rádio a coisa é bem diferente. Geralmente, elas não pagam para transmitir determinados eventos, como o próprio Brasileirão. Por isso, a concorrência é gigantesca. Só para se ter uma ideia, dez emissoras transmitem simultaneamente o torneio em São Paulo. São elas:

-Jovem Pan AM 620  e Jovem Pan 2 FM 100.9
-CBN AM 780 e FM 90.5
-Bandeirantes AM 840 e  FM 90.9
-Capital AM 1040
-Globo AM 1100
-Super Rádio Tupi AM 1150 e FM 97.3
-Band News FM 96.9
-Transamérica FM 100.1
-105 FM 105.1
-Estadão ESPN AM 700 e FM 92.9

Partilho da opinião da maioria dos jornalistas, que gostam desse tipo de concorrência. É uma concorrência salutar. Várias emissoras transmitindo um evento significa mais vagas no mercado. Assim, quem sai de um veículo pode encontrar emprego em outro.

Guardados os devidos avanços da modernidade, o rádio ainda é a mídia mais romântica. Sem dúvida, é a que passa mais vibração, já que não pode se apoiar na imagem. Por isso, ainda mexe com a imaginação dos ouvintes.

Costumo dizer que quem faz rádio é porque tem dom. Cada locutor, repórter e comentarista tem um estilo único, inconfundível quando entra no ar. Isso faz um evento ser transmitido de milhares de maneiras diferentes, o que cativa o ouvinte que prefere esta ou aquela estação, este ou aquele locutor.

O rádio é democrático, dinâmico, instantâneo. Mexe com a mente, cria bordões. É realmente especial. Gosto muito de rádio! E um dia ainda vou trabalhar para valer neste veículo. Um forte abraço.

Facebook: Leandro Martins
Twitter: @leandropress

Um comentário:

  1. Embora não tenha os números, mas EU acredito que o rádio tem ficado no passado. Conheço várias pessoas que acompanham o futebol e criticam os narradores que sua velocidade incrível para narrar os jogos. Sou dessa época e gosto muito, mas vejo poucos como eu que curtem usar o umaginário.
    Mas já tive oportunidade de ser reporter de campo e trabalhar em WEBrádio e é simplesmente demais.

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