sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O que a televisão nos reserva?


Semana passada, mais precisamente no dia 11 agosto, foi comemorado dia de Santa Clara (ilustração acima). Com uma luz próxima às mãos, ela é considerada a padroeira da televisão no Brasil. Logo, dia 11/08 também é conhecido como o dia da televisão.

O veículo de comunicação é, de longe, o que atinge o maior público no país. Ao longo dos anos, a televisão não apenas mudou de formato, tamanho, resolução da tela e cores. Além dos novos recursos tecnológicos, a TV, como é carinhosamente chamada, também mudou por dentro.

A programação das diversas emissoras sofreu muitas alterações. No Brasil, a TV começou como uma cópia do rádio, com leitura de notícias, narrações com a voz impostada, shows musicais como o das "Cantoras do Rádio".

Depois, descobriu sua linguagem própria. Começou a relacionar texto e imagem. Marcou história com programas, novelas, jornalistas, esporte, entretenimento e até com publicidades que jamais saíram de nossas mentes ou que sobrevivem ao tempo, como a dos Cobertores Parahyba (vídeo abaixo).


Os especialistas dizem que o futuro da TV será baseado em dramaturgia e jornalismo informal, com mais aproximação do público, menos impostação da voz e o sumiço das bancadas de telejornais. O apresentador ficará de pé. Essa realmente pode ser uma fórmula interessante. Apresento um programa em web TV, o Esporte na Rede (www.uptv.com.br) e fico em pé. A aceitação do público é muito boa.

Apesar das inovações, sou crítico contumaz da programação das emissoras abertas, que fazem guerra pela audiência a qualquer preço e, por isso, tendem a cometer bizarrices. Fico decepcionado com a absoluta falta de qualidade de diversas atrações desses canais. O alento é que o público está mais exigente e, aos poucos, aprende a selecionar a programação ou mesmo migra para a TV por assinatura. Pena que nem todos têm acesso aos canais fechados.

Hoje, o show de horrores tomou conta da telinha. Reality shows bizarros (BBB, A Fazenda), programas policiais sangrentos (Brasil Urgente, Cidade Alerta) e humor que passa dos limites (Pânico na TV) são alguns exemplos de "atrações" que não acrescentam nada a quem assiste TV.

A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA DA TV, AO LONGO DOS TEMPOS

Marcelo Tas, no CQC, costuma dizer que a televisão é "um tubo infecto de elétrons". O sistema de tubo hoje quase não existe mais. Mas que a TV está infectada, isso está. Parece que, quanto mais finas ficam as telas dos televisores, mais a qualidade da programação cai. É uma proporção inversa.

A tecnologia melhora muito a qualidade da imagem para vermos cada vez mais porcarias. Torço muito para que essa realidade mude. A TV pode até educar como faziam alguns ótimos programas da TV Cultura como Bambalalão, Catavento, Castelo Rá-Tim-Bum!, Vestibulando, Universo Mecânico e Mundo da Lua.

O Canal Futura também é elogiável, assim como os antigos Telecursos do primeiro e segundo graus. Hoje a programação está, tal e qual o programa da Fundação Padre Anchieta, no mundo da lua, de fato. De pernas para o ar. A televisão é formadora de opinião. Se exibir bons programas, vai criar uma consciência mais crítica no povo. Ainda há uma luz no fim do túnel. E não é o trem vindo ao contrário. Um forte abraço.

Um comentário:

  1. As emissoras de TV viraram reféns dos altos índices de audiência, o que resultou numa programação medíocre...
    Espero q as pessoas saibam escolher programas de qualidade e que acrescentem algo!!!
    Beijos

    ResponderExcluir