sexta-feira, 15 de abril de 2011

Blog entrevista jornalista Eduardo Affonso, da Rádio Estadão ESPN

Hoje, este espaço tem a honra de registrar a segunda entrevista com um colega de profissão. Na semana passada, o entrevistado foi o locutor da Rede TV! e da Rádio Clube de Pernambuco, Octávio Muniz. Agora, quem fala aos "microfones" deste blog é um apaixonado por rádio.



Ele, que entrevista o atacante Luís Fabiano na foto acima, é Eduardo Affonso, repórter da recém-inaugurada Rádio Estadão ESPN. Além de pisar os gramados pelo Brasil e o mundo, ele também é locutor e técnico de futebol formado pelo curso do sindicato. Atividade que, obviamente, não exerce atualmente.

Eduardo prefere os microfones. É formado há mais de 20 anos na universidade Anhembi Morumbi e hoje é setorista do São Paulo. O jornalista conhece bem o "chão que pisa" na carreira. Admite que não pode levar "furo" de um companheiro e que ainda sonha em cobrir uma temporada de Fórmula-1. Torcedor da Lusa, encara a árdua rotina de jornalista esportivo com naturalidade, mesmo tendo que trabalhar todos os finais de semana e em muitos feriados. Acompanhe a entrevista na íntegra.

Leandro Martins - Você acredita que a faculdade prepara bem uma pessoa para o mercado de trabalho?
Eduardo Affonso - A faculdade é importante em qualquer situação. Na minha época, a preparação foi boa para o mercado, porque fui trabalhar na Radio Brasil 2000 FM, justamente a emissora da faculdade onde estudava. Mas a melhor preparação é conseguir um estágio.

LM - Em quais empresas de mídia já trabalhou?
EA - Brasil 2000 FM; Rádio FM 90 de Salto; rádio Nova Difusora Oeste de Osasco; Rádio Iguatemi; Rádio Bandeirantes de SP, Canal 21, e atualmente Rádio Estadão ESPN.

LM - Como é sua rotina hoje? Que horas você entra? Tem hora pra sair?
EA - Um repórter não tem rotina. Trabalha na hora que a notícia acontece e notícia não tem hora para acontecer. Sou setorista do São Paulo e normalmente acompanho os treinos e jogos do Tricolor.

LM - Como é ser setorista de um clube?
EA - Ser setorista é estar envolvido totalmente com o clube. É viver de acordo com os horarios do clube. E é ser cobrado pela chefia se tomar um "furo" no clube onde vc é setorista.

LM - Alguns jornalistas tornam-se amigos de fontes pela convivência. Para você o jornalista deve ser amigo da fonte? Você acredita que o jornalista ser amigo da fonte ajuda ou atrapalha o trabalho?
EA - Claro que deve ser amigo da fonte! Se você não for amigo da fonte, qual a vantagem da fonte te passar alguma informação? A não ser que você pague a fonte, coisa com a qual eu não concordo.

LM - Como é cobrir um grande evento como a Copa do Mundo e as Olimpíadas? Dorme-se pouco e trabalha-se muito?
EA - Eu nunca fiz Olimpíada. Somente Copa e Panamericano. Quanto a dormir, é a última coisa que você pensa num evento desses. Você quer viver cada segundo... você não dorme, apenas descansa o corpo.

LM - Como vê a guerra pela transmissão do futebol brasileiro em 2012? Acha certo um regime monopolista?
EA - Acho que os clubes devem procurar o melhor para si, mas não devem prejudicar o público. Creio que o monopólio é ruim em qualquer circustância da vida. Então sou contra.

LM - Para os estudantes de jornalismo ou jornalistas recém-formados que pensam que o jornalismo é só televisão, o que tem a dizer? E o que falaria para aqueles que pensam que não vão trabalhar muito e nem aos finais de semana?
EA - Acho que cada um deve ter um objetivo próprio. Se a pessoa se forma em jornalismo pensando em trabalhar somente em TV, é um direito dela. Eu, particularmente, sempre pensei em rádio que é o veiculo que amo. Mas isso não impede que faça trabalhos em TV, internet, impressos, assessoria de imprensa. Agora entrar no jornalismo esportivo e achar que vai ter uma vida normal, esqueça. Se quiser ter fim de semana, tem que ser bancário.

LM - O que gostaria de fazer na carreira e ainda não conseguiu realizar? Que sonhos profissionais ainda alimenta?
EA - Um único. Cobrir uma temporada de Fórmula-1. Nada além disso.

LM - Você acha que um jornalista esportivo deve assumir seu time de coração? Por quê?
EA - Na minha opinião, deve. Porque quem é jornalista esportivo, com toda certeza, escolheu a profissão porque sempre gostou de futebol. E se gostou de futebol, é porque sempre torceu para algum time. Então para que esconder, ou mentir? Eu nunca escondi que torço para a Portuguesa. O importante é não levar esse sentimento de torcedor para o microfone.

LM - Quem são os jornalistas e/ou profissionais da comunicação que mais admira?
EA - Eu seria desleal em citar um único nome. Até porque admiro o trabalho de muita gente. Mas, por ter me ajudado no começo da carreira e por ser um excelente profissional e ter um ótimo caráter, vou citar o Ricardo Capriotti, da Rádio Bandeirantes.


Ricardo Capriotti ajudou
Eduardo Affonso no início de carreira

LM - Deixe uma mensagem para quem pensa em seguir carreira, principalmente no jornalismo esportivo.
EA - Eu não gosto muito de mensagens, porque o que eu penso é a minha ideologia e talvez ela não seja a melhor do mundo. Só digo uma coisa, corra atrás do seu objetivo sem derrubar ninguém. Porque o tombo lá na frente, quando você não respeita as pessoas, é muito grande.

Para quem quiser seguir o jornalista no Twitter, o contato é @eduaffonsoespn. Aproveito o espaço para agradecer a ele imensamente por esta entrevista exclusiva e pela cordialidade com que tratou este colega de profissão que vos escreve.

O milésimo "freguês" - Muitas lojas, principalmente nos Estados Unidos, costumam oferecer promoções ao receberem o milésimo freguês. Graças a vocês, amigos e leitores, este blog alcançou mais de mil visitas. Estou anos-luz de distância de ser um Mark Zuckerberg (criador do Facebook) que, com um simples jogo online, derrubou a rede de Harvard às 4h da manhã de um dia qualquer, com 22 MIL ACESSOS EM DUAS HORAS! Tenho mil visitas em quatro meses. Mas estou feliz! Os amigos que passam por aqui são mais do que especiais. A vocês, muito obrigado! Um forte abraço.

2 comentários:

  1. Parabéns Lê
    Primeiro pela entrevista. Segungo pelo blog que está cada dia melhor e terceiro e não menos importante pela 1000 visitas meu blog proaticamente com 2 anos de blog não tenho isso... Também só escrevo besteiras, estou longe do seu talento.

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  2. Ah, Paulinha... Imagina. Não se diminua. Td é questão de oportunidade, conquista e esforço. E vc é uma menina bem esforçada. Continue no salmo hein... hehehe. Já, já, as coisas mudam! Bjo!

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