O Esporte na Rede de ontem recebeu a mesa-tenista mirim, Bruna Takahashi. Com apenas 13 anos, ela conquistou diversos títulos nacionais e internacionais. Também no estúdio, seu técnico, Francisco Arado, o Paco. Falamos ainda de Brasileirão Séries A e B. Analisamos o momento atual de São Paulo e Corinthians.
E nossos comentaristas também avaliaram a formação da Seleção Brasileira.
O programa Esporte na Rede é exibido pela emissora web UPTV (www.uptv.com.br). Vai ao ar toda terça-feira, AO VIVO, a partir de 20h. Tem uma hora de duração e recebe muitos convidados do mundo esportivo. Foca na análise esportiva inteligente e bem-feita, com a participação do internauta em tempo real. A interatividade é nosso diferencial. Mais informações: www.esportenarede.org. Confira abaixo as fotos e o vídeo da atração. Esporte na Rede, análise esportiva de qualidade! Um forte abraço.
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
O "branco" nas entradas ao vivo acontece até com os mais experientes
Na semana passada, um caso chamou bastante atenção no meio midiático. A repórter Liliana Junger (foto) entrou ao vivo de Belo Horizonte no Jornal Hoje (Rede Globo). Ela deveria passar informações referentes a contratos suspeitos firmados com ONGs.
Ela começou dizendo que os documentos seriam encaminhados para a capital mineira e aí começou a se atrapalhar ao iniciar a história da ONG, que seria uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). Ela trocou o nome da entidade e este foi o primeiro passo para se perder. Ela ficou vários segundos tomando ar, quase sem folêgo, tentando ler o que tinha anotado no papel e recordar provavelmente as informações que ouvira há pouco tempo.
O chamado "branco" na TV ou no rádio é fatal. É um silêncio que faz um barulho danado. Liliana ficou pálida, quase perdeu o ar. Milhões de coisas devem ter passado por sua mente naquele instante, que durou cerca de 30 segundos, mas que, para ela, deve ter significado uma eternidade.
Era visível que a repórter não via o momento de cortarem e a tirarem do ar. Evaristo Costa, âncora do Jornal Hoje, constrangido e percebendo a saia justa da colega, disse: “Liliana, quando você tiver todas as informações apuradas e escritas a gente volta a se falar, tá bom? Obrigado por enquanto pelas suas informações”. (veja vídeo abaixo)
Liliana é experiente e bonita. Tem o perfil perfeito para a TV. Dicção excelente e tom de voz agradável. Mas não adianta. Até os mais veteranos podem tropeçar. É natural. A pressão nas grandes emissoras é enorme. Todos os dias, o repórter apura pautas muito diferentes umas das outras. Obviamente, não tem condições de dominar todos os assuntos. Seria impossível.
Quando não se domina um assunto com profundidade, por mais que o repórter anote milhares de informações, não há segurança suficiente para entrar ao vivo. O frio na barriga então ganha corpo e o nervosismo passa a tomar conta da mente do jornalista.
Isso deve ter acontecido com Liliana. Para piorar, as informações que ela havia anotado ou estavam em outra folha do bloco ou então estavam escritas de maneira desorganizada, muito difícil de serem compreendidas e processadas rapidamente por ela.
Nesse momento, há apenas uma opção para que o repórter evite uma saia muito justa. É melhor usar a honestidade e, com elegância, dizer que a equipe de reportagem ainda vai apurar novas informações e que retorna durante a programação da emissora com novidades. Assim, a saia fica menos justa. Digamos que estaria à altura dos joelhos.
Claro que, quem trabalha na mídia, vai perceber que o repórter deixou de passar a informação completa, pois devia ter perdido alguma parte dela ou não anotado a contento. Mas o público comum dificilmente iria notar. É tudo muito rápido em TV. O tempo para passar informação e para que o público a absorva é pequeno. É muito corrido. Um piscar de olhos e pronto, o telespectador já perdeu metade da informação. Por isso, manter a atenção de quem assiste é algo fundamental.
Porém, muita gente hoje assiste TV enquanto navega na internet. Então, nem se dá conta de quantas notícias viu ou quais informações foram transmitidas. Com certeza, você já deve ter presenciado ou mesmo sido o ator de uma cena assim: acaba de passar a reportagem na TV e a pessoa se vira para um(a) companheiro(a) que estava a seu lado e pergunta: "O que foi mesmo que a reporter disse?", ou então: "quando mesmo vai ser tal evento? A moça acabou de falar".
E você ou respondeu isso, ou ouviu a seguinte resposta: "Puxa, não sei... não estava prestando atenção". Mesmo estando na sala e mesmo olhando para a tela da TV, muita gente nem absorve a informação. Basta você desviar atenção um segundo, lembrar que o jantar está no fogão ou que precisa pagar tal conta e pronto, já foi.
Agora se acontecer um erro ao vivo, parece mágica. Todos param para ver o que está acontecendo. Por isso, a melhor saída para Liliana seria a de falar que depois voltaria com mais informações, ainda que os colegas do meio midiático percebessem que faltou uma parte da notícia. Mas o público não se daria conta. O caso não tomaria tal repercussão e Liliana não precisaria se estressar ainda mais com a situação.
O importante agora é que o público entenda que isso pode acontecer com qualquer um, até com Galvão Bueno ou William Bonner. E que, sabendo disso, não marque a Liliana como a "repórter que teve um branco na entrada ao vivo". Liliana, minha solidariedade a você. Nós sabemos como é duro ser jornalista de TV e fazer diversas entradas ao vivo, sempre com imensa responsabilidade. Um forte abraço.
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Fotos e vídeo do Esporte na Rede do dia 10/09/2013
No Esporte na Rede da última terça-feira, falamos sobre Brasileirão das Séries A e B. Analisamos a contratação de Muricy Ramalho pelo São Paulo e a demissão de Paulo Autuori. Na Fórmula-1, a análise do GP de Monza, na Itália. E tudo sobre a saída de Felipe Massa da Ferrari.
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
O apresentador deve sempre argumentar em favor de sua equipe de produção
É raro, mas às vezes, um convidado em um programa de rádio ou televisão, ainda mais ao vivo, pode criticar a equipe de produção. Não importa o motivo, o apresentador deve argumentar em favor de sua equipe no ar. Erros acontecem. Uns mais graves, outros menos.
Mesmo assim, o apresentador ou âncora deve se pronunciar favoravelmente ao seu time. Tudo na TV é fruto de trabalho coletivo. O erro e o acerto. Tudo bem que é o rosto do apresentador que aparece na tela e, muitas vezes, quem assiste ao programa em casa não imagina quantas pessoas trabalharam para que aquela edição vá ao ar da melhor maneira possível.
Assim, muita gente credita o erro e o acerto apenas ao apresentador. Mas tanto os sucessos como os fracassos devem ser divididos entre todos, já que o resultado final é alcançado por meio de várias mãos. Defender a equipe de produção é sinônimo de união, respeito mútuo ao trabalho que cada um desempenha.
Alguns apresentadores fazem justamente o inverso. Para se livrar do erro, colocam a culpa somente na produção, tirando o corpo fora da situação constrangedora. Resultado: desagregam a equipe e fazem com que as pessoas não se doem por eles. Apenas trabalham pelo salário no fim do mês. Aliás, tem apresentador que ganha rios de dinheiro e faz questão de jogar na cara de seus produtores que eles ganham mal. Uma atitude ridícula.
Um apresentador e sua equipe de produção devem ser como um casal. É preciso respeito, intimidade, doação e cumplicidade. A filosofia de que "eu ganho, nós empatamos e eles perdem" não pode ser admitida em hipótese alguma, embora aconteça bastante. O apresentador que age assim dá um tiro no pé e dá passos largos ao fim melancólico de sua própria carreira. Cria inimigos, fica solitário.
Trabalhar em TV deveria significar companheirismo, amizade e não puxação de tapete e individualismo, como é bem mais comum vermos em emissoras de todos os tamanhos. Vejo apresentadores que, em início de carreira, trabalham voluntariamente em emissoras de televisão para aprender. E, mesmo assim, mesmo estando em início de carreira e sem ganhar um tostão, fazem de tudo para ser um entojo com os outros.
O estrelismo não leva ninguém a lugar nenhum. A humildade, o respeito, a confiança, sim. Você, amigo leitor, que estuda jornalismo ou que pretende seguir carreira na área, reflita. Nunca deixe que o mosquito do "estrelato" o pique. Jamais tenha o rei na barriga. Trate as pessoas com a atenção que gostaria que fosse dispensada a você. Nunca se ache mais ou melhor do que ninguém. E, acima de tudo, lute para conquistar seu espaço. Mas sem invadir o espaço alheio. Até porque, sempre digo, a única estrela do jornalismo é a informação. Um forte abraço.
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Hoje o jornalista precisa ser também um empreendedor
Geralmente, o jornalista não é uma pessoa muito habilidosa para vender produtos ou administrar empresas. Mas, com o mercado extremamente concorrido e as demissões em massa ocorridas na grande mídia nos últimos tempos, a saída para muitos profissionais da área tem sido a abertura dos próprios negócios.
É preciso empreender para não depender apenas da empresa para a qual trabalha. Os serviços mais comuns oferecidos pelos jornalistas/empresários são palestras sobre a área, atuação como mestre de cerimônias, locuções de festas e eventos, assessoria de imprensa e editoração de livros e outras publicações.
Não é fácil. Mas, sabemos que jornalismo não é uma carreira para deixar ninguém rico. Por isso, é preciso arriscar e, acima de tudo, confiar no próprio taco. Oferecer um serviço de boa qualidade também é um importante diferencial. Apesar de parecer óbvio, muita gente quer empreender e oferece o serviço de qualquer forma, sem cuidado com sua imagem e sem respeito pelo cliente.
Para divulgar seu novo empreendimento, espalhe pelas redes sociais e peça ajuda dos amigos na distribuição de panfletos e na propaganda boca-a-boca. Os projetos paralelos são importantes. Enquanto o jornalista está empregado, pode desenvolver seu negócio para, mais tarde, caminhar no mercado com as próprias pernas.
Dedicação, persistência e força de vontade são características fundamentais para que o jornalista/empreendedor tenha sucesso. Ética e retidão de caráter também. É importante que seu cliente confie em você, seja para realizar o serviço mais simples ou o mais complexo.
As pessoas, de modo geral, têm tendência a procurar, no supermercado, produtos de marcas tradicionais, nas quais confiam. Você leva para casa não apenas o iogurte X ou Y. Leva um rótulo, uma marca, um voto de confiança. O mesmo acontece com as pessoas. Quanto melhor for a qualidade do serviço prestado por você, quanto mais confiança, credibilidade e honestidade você transmitir, mais será procurado.
Invista, crie seu espaço. Não dependa do patrão para sempre. Ainda mais na mídia, em que vagas, empregos e pessoas estão sempre prestes a mudar ao sabor dos ventos, da parte financeira das empresas, de patrocinadores e anunciantes. Criatividade é hoje o grande diferencial. Força! Coragem! E bons negócios para você. Um forte abraço.
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Minha participação no XXX Encontro de Informação Profissional, no Colégio Singular Santo André
No último sábado (31/08), participei do XXX Encontro de Informação Profissional, no Colégio Singular, em Santo André (fotos). O evento reúne profissionais de diversas áreas para tirar dúvidas de estudantes do Ensino Médio sobre as carreiras. Uma iniciativa louvável, que ajuda muitos deles a escolherem a profissão que querem seguir e a faculdade que desejam cursar.
Sou ex-aluno do Colégio Singular e, mais uma vez, com muito orgulho, participei deste encontro. Diferentemente do ano passado, havia cinco postos destinados ao jornalismo para atendimento ao público. Quatro profissionais e uma estudante da Universidade de São Paulo (outra boa iniciativa da escola - trazer estudantes recém-ingressados na faculdade para passar a experiência para os colegas de colégio). Em 2012 eram apenas três postos para o jornalismo.
Fiz poucos atendimentos durante as três horas e meia de evento. Cerca de 15. No ano passado, foram mais de 30. Apesar de dividir os atendimentos neste ano com mais colegas de profissão, senti que a procura pela carreira foi menor.
Algumas pessoas que atendi faziam perguntas com um tom de pesar, já desiludidas com a profissão antes mesmo de tomar contato direto com ela. Várias argumentavam que viam as notícias de demissões em massa nas emissoras de TV e em outros veículos de comunicação, fato que as deixava preocupadas.
Não desencorajo ninguém a seguir no jornalismo. Pelo contrário. Sempre digo que, mesmo com o mercado acirrado e um cenário de crise nos meios de comunicação (com relação a contratações e demissões), acredito que ainda haja espaço para o talento, a competência, o esforço pessoal e a ética. Portanto, se você, amigo leitor, tem o sonho de ser jornalista, batalhe e seja! Não deixe ninguém demovê-lo da sua felicidade profissional, nem seus pais. Faça o que gosta!
Por mais que o mercado hoje esteja ruim na mídia, ninguém sabe como estará daqui alguns anos. Poderá estar muito pior ou muito melhor. E ainda que, inicialmente, você trabalhe muito, ganhe pouco, não tenha folgas em finais de semana ou feriados, não deixe que nada disso o esmoreça. Sonho é sonho! Mais vale batalhar e ser feliz na profissão do que ser um frustrado, ainda que o salário de uma outra carreira possa ser maior.
Quando você, amigo leitor, adentrar ao mercado profissional, deve, ao acordar (bem cedo, na maioria dos casos), ter a sensação de que é estimulante ir para o trabalho. Se você acordar, levantar com aquela angústia de ter de ir trabalhar, esqueça. Você está ou na empresa errada ou na profissão errada. Por isso, disse aos alunos que eles precisam procurar internamente aquilo que os move, que lhes dá prazer, que provoca paixão, febre.
Alguns me procuravam sem mesmo saber o que queriam fazer da vida. Sem um norte, nada, zero! Concordo que escolher uma profissão com 16 ou 17 anos parece ser cedo demais. Concordo que falta maturidade para tal decisão. Por isso, errar uma ou duas vezes no início da faculdade é algo que faz parte do aprendizado da vida. Normal. Mas é importante, ao menos, saber o que lhe provoca paixão, desejo profissional.
No jornalismo, é preciso ler muito, estar sempre bem informado. O jornalista é um curioso por natureza. Quer sempre saber mais sobre tudo. Gosta de escrever e ama contar boas histórias. Se você reúne algumas dessas características, é provável que seja um excelente jornalista.
Mas sucesso só vem antes do trabalho no dicionário. De resto, é preciso ralar muito, comer muitos ossos para, mais tarde, degustar o filé mignon. E ganhar dinheiro sem trabalhar é impossível. Portanto, se você, amigo leitor, ainda não decidiu que profissão vai exercer na vida, busque dentro de você aquilo que lhe dá prazer. Elimine as disciplinas das quais não gosta. E tente conhecer melhor as carreiras que lhe parecem mais ideais e promissoras. Um forte abraço.
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